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MOTIVAÇÃO NA ROTINA DE ESTUDO

Entenda como a motivação influencia o estudo e veja dicas para manter-se motivado (#terapiacognitivocomportamental #psicologia #motivacao)


Você espera ter motivação para iniciar os estudos? Já deixou de cumprir metas porque estava se sentindo desmotivado?

Se a sua resposta para essas perguntas foi sim, saiba que é pouco efetivo esperar a motivação "aparecer" para fazer o que deve ser feito. A boa notícia é que você pode CRIAR motivação.


Dois processos muito importantes na aprendizagem são experiência e motivação. Em relação à experiência, ressalta-se os treinamentos como fundamentais, visto que novos caminhos neurais são criados com o aprendizado e precisam ser fortalecidos através do treinamento. No caso de estudantes, esses treinamentos são feitos, primordialmente, através da resolução de exercícios. Quanto ao envolvimento da motivação na aprendizagem, é ressaltada a importância do interesse no que está fazendo, é preciso ter um propósito, ter em mente o que te move. Se esse fator não estiver envolvido, ainda que haja treinamento, pode ser que o aprendizado não seja efetivo.


Alguns especialistas alertam que ninguém tem o poder de motivar outra pessoa. Pode-se incentivar, mas a motivação é muito mais um processo intrínseco. Ou seja, a pessoa que se sentirá motivada será a maior responsável por se motivar. A partir disso, este texto tem o intuito de apresentar dicas para ajudá-lo a criar motivação.


1) Finalize pequenas metas

Pensar em fazer tarefas muito complexas pode não ajudar a se sentir motivado. Nosso organismo tende à conservação de energia. Sendo assim, diante de uma atividade que consumiria muito energia, tendemos à desmotivação. Para driblar esse problema, recomenda-se quebrar grandes tarefas em pequenas metas e começar a cumprir. Quando você realizar algo, ainda que "pequeno", liberará dopamina, que influencia no processo de motivação, facilitando o cumprimento de novas atividades. Dessa forma, cria-se um ciclo: você finaliza uma pequena meta, libera dopamina, fica mais fácil realizar outro pequena meta, libera mais dopamina, finaliza outra meta...


2) Tenha apoio

Você já tentou ir à academia sozinho e em outras épocas marcar com alguém para irem juntos? Se é como a maioria das pessoas, provavelmente sentiu mais facilidade de manter a constância quando tinha uma companhia. Ou seja, contava com o apoio de outra pessoa. Algo muito semelhante pode ser feito em relação ao estudo, para ajudar no processo de motivação. Convide um colega responsável e colaborativo, que tenha o objetivo de estudo parecido com o seu, para que possam se ajudar. O apoio mútuo não vem necessariamente do estudo em conjunto (o que nem sempre é recomendado), mas pode acontecer, por exemplo, por meio de mensagens de estímulo, de acompanhamento do cumprimento do planejamento de estudo, da disponibilidade para conversas sobre o aspecto emocional envolvido no estudo, entre outras formas.


3) Escreve as mensagens que você precisa ler

Nem sempre o estudante ouve do outro palavras de incentivo. Um dos motivos para isso acontecer é que nem sempre o que incentiva uma pessoa também é visto como incentivo para a outra. Ou seja, não há como saber o que funciona para todos. Você é a melhor pessoa para saber o que te ajudará a se sentir motivado. Sendo assim, uma boa estratégia é escrever pequenos bilhetes com palavras que te ajudem a criar motivação e abrir um desses bilhetes por mês.


Outras atividades que ajudam são: exercício físico, meditação e organização da rotina (ex.: ter planejamento de estudo).


"Se eu estiver muito desmotivado, fazer terapia me ajudará?"

Sim! A terapia oferece um espaço e escuta especializada para que seja possível avaliar seus pensamentos, identificar os seus fatores de motivação e manter-se cumprindo uma rotina de estudo que não comprometa a sua saúde mental. Uma das técnicas utilizadas para identificar fatores que influenciam no processo motivacional é o questionamento socrático. Nesta técnica, utilizada na terapia cognitivo-comportamental, é possível avaliar ideias e criar outras que sejam mais funcionais.

Além disso, a terapia auxilia a identificar e tratar a desmotivação caso ela se apresente como um sintoma depressivo. Neste caso, inicia-se um tratamento que inclui, por exemplo, a técnica de programação de atividades.


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